No século da velocidade, estamos sendo obrigados a repensar essa necessidade de estar sempre à disposição? Como um alarme de saúde mental para que todos não pifem juntos, estamos tendo que aprender a nos dar um tempo?
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Ficamos reféns da nossa própria cobrança, quase sempre lutando contra o sentimento de atraso com o discurso positivo de produtividade, quando temos um cenário de 30% dos profissionais brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout, somos o segundo país com mais casos diagnosticados da doença ocupacional, essa síndrome é causada por um estresse crônico na vida profissional e se caracteriza também, além da exaustão, por um sentimento de negatividade em relação ao trabalho e uma piora do desempenho em várias áreas da vida.
Atividades meditativas e relaxantes como respiração e o desejo da endorfina na atividade física estão em alta, contamos com isso para fazer uma gestão, muito na tentativa de minimizar esse looping que criamos e conseguir se manter no “eixo”. Dar uma pausa e relaxar é uma questão de saúde e deveria estar na nossa enorme lista de “to dos”.

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Mais que uma distração, o papel do lazer no movimento da vida.
O lazer não representa apenas uma mera distração ou compensação de obrigações, mas uma oportunidade para ampliar as potencialidades humanas, seja através de hobbies expandindo novos conhecimentos ou se conectando a cultura, arte, esportes, cinema, viagens e encontros sociais com amigos ou familiares. O lazer é um momento de trazer possibilidades de experiências.
Existe também uma outra perspectiva, que traz o autor Nelson Carvalho Marcellino no livro “Lazer e Educação”, que explica que o lazer está integrado com pequenos pazeres, onde o lazer não é, ou não deveria ser, algo isolado do dia a dia, como só fazer o que gosta no dia de folga, mas que formas de relaxamento podem ocorrer a qualquer momento, como escutar música enquanto trabalha. Em sua pesquisa, o autor menciona práticas de lazer no contexto laboral, tais como pausas para descanso, jogos recreativos e leitura.
Pequenas alegrias, grandes impactos
Quando as pessoas priorizam as atividades prazerosas, nosso corpo libera as famosas endorfinas de alegria e prazer, nossos neurotransmissores que estão associados à sensação de felicidade e relaxamento, que são essenciais para pacientes que sofrem de ansiedade ou depressão. Sentar no bar e interagir com amigos, familiares ou grupos com interesses similares pode fortalecer os laços afetivos, aumentar a sensação de pertencimento e proporcionar suporte social, todos essenciais para a saúde mental e emocional.

Foto: Julia Folk/Pexels
O sono e a importância de não fazer nada.
O sono é o mais longo período de recuperação da energia psíquica, sendo necessário para a manutenção e funcionamento de todo o corpo, responsável pela retenção de memórias de curto e longo prazo. Nosso corpo possui uma espécie de “relógio interno”, chamado de ritmo circadiano, ele é profundamente conectado à luz e à escuridão, que se ajusta à melatonina, o hormônio que nos prepara para dormir. Quando nos conectamos ao celular neste momento isso interfere em toda a produção natural de fazer o corpo repousar, a luz traz estímulo, daí quando você percebe de vídeo em vídeo que você ficou rolando no looping, pegou no sono porque chegou a exaustão mental.
Permitir-se não fazer absolutamente nada é, na verdade, abrir espaço para que novas ideias cheguem. Na ânsia constante da produtividade, romantizamos a exaustão e pausar é quase um pecado. Apreciar o trivial, passa despercebido entre mensagens e e-mails. Recuar não é uma coisa ruim, é abrir espaço para uma produtividade fértil e criativa.
Seja para se movimentar ao ar livre, relaxar com um novo hobby ou simplesmente desacelerar, o descanso faz parte do equilíbrio. E para tornar esses momentos ainda melhores, a Decathlon tem tudo o que você precisa — de equipamentos para esportes a acessórios para lazer, use o cupom MUDE10 no site da Decathlon. Confira as opções e encontre o que faz sentido para você!

