Se exercitar, fazer skincare ou as unhas são importantes para manter a autoestima, mas não é o essencial se não cuidamos da nossa saúde ginecológica. O movimento Setembro em Flor, nasceu para conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres ginecológicos, aqueles que atingem o colo do útero, endométrio, ovário, vulva e vagina.
Segundo o INCA, mais de 30 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil. A boa notícia é que, quando identificados cedo, muitos desses cânceres podem ser tratados com maior sucesso, aumentando as chances de cura e preservando a qualidade de vida.

Marieta Severo foi escolhida como madrinha da campanha Setembro em Flor, promovida pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos \ Foto: Fernando Lemos
Sintomas e Prevenções
Vacina contra o HPV: A forma mais eficaz de prevenção do câncer de colo do útero e de reduzir o risco de cânceres de vagina e vulva é a vacinação contra o HPV. A vacina é eficaz para prevenir lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina em mulheres. Além disso, reduz o risco de verrugas genitais em mulheres e homens.
Uso de preservativo: nas relações sexuais, ajuda a reduzir o risco de infecção pelo HPV e outras ISTs, que estão associadas a alguns tipos de câncer ginecológico.
Exame Papanicolau (preventivo): A recomendação é para que as mulheres façam exames preventivos periodicamente. No Brasil, o sistema de saúde possibilita que muitas mulheres possam realizar o exame preventivo, ou papanicolau, como é muito conhecido. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram atividade sexual, realizem seus exames de forma periódica.
Teste de HPV: em alguns casos, pode ser indicado como complemento ao Papanicolau, aumentando a precisão na detecção de alterações.
Consultas regulares ao ginecologista: mesmo sem sintomas, a rotina de acompanhamento é essencial.
Estilo de vida saudável: manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regular e evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool reduzem o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer.

Mulher se exercitando na Academia Exame da Mude, em Brasília. Acervo: Mude
Impactos que vão além do físico
O tratamento do câncer ginecológico pode trazer mudanças profundas na vida da mulher, por isso, a jornada não é apenas sobre “sobreviver ao câncer”, mas sobreviver com o mínimo de qualidade possível, reconstruindo a autoestima, fortalecendo a saúde emocional e retomando o prazer de viver:
- Sexualidade e relacionamentos: muitas enfrentam alterações na vida sexual após cirurgias ou quimioterapia.
- Autoimagem e autoestima: reconstruir a confiança e sentir-se bem com o próprio corpo é um processo que precisa de apoio.
- Bem-estar emocional: ansiedade, medo e insegurança podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento.
- Suporte multiprofissional: psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas sexuais desempenham papel fundamental na reabilitação.
Florescer depois do câncer
Para muitas mulheres, o Setembro em Flor também simboliza esperança. Quem já passou pelo diagnóstico sabe que o tratamento não é o fim da história: é possível florescer de novo, reconstruindo a autoestima, fortalecendo a saúde emocional e retomando o prazer de viver plenamente.
É nesse ponto que campanhas como o Setembro em Flor se tornam ainda mais importantes: além de informar, elas acolhem e inspiram.
Setembro em Flor é um convite para todas as mulheres cultivarem saúde, coragem e autocuidado. Conte com o Laboratório Exame para realizar seus exames e vacinas: consulte aqui. Este conteúdo é oferecido por Exame Medicina Diagnóstica, patrocinadora da Academia Exame da Mude em Brasília.
Fontes:
Qual exame detecta HPV e como é feito o teste em homens e mulheres?
Acesse em: https://nav.dasa.com.br/blog/qual-exame-detecta-hpv#Teste_de_HPV_em_mulheres
Revista Brasileira de Cancerologia (2006). Qualidade de vida em mulheres com câncer ginecológico: uma revisão da literatura.
INCA – Instituto Nacional de Câncer. Estimativas de incidência e mortalidade por câncer no Brasil.

