A partir dos 40 anos, muitas pessoas percebem mudanças no corpo: o peso pode até permanecer estável, mas a gordura tende a se redistribuir — especialmente na região abdominal. Após os 45, esse quadro pode se intensificar: mesmo mantendo a alimentação e os exercícios em dia, o ponteiro da balança sobe.
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O metabolismo é o culpado?
Ao contrário do que se costuma pensar, o metabolismo não desacelera drasticamente entre os 20 e os 60 anos. Estudos recentes mostram que a taxa metabólica se mantém relativamente estável nesse período da vida, o que significa que o ganho de peso observado após os 40 anos tem outras causas mais relevantes.

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O verdadeiro motivo: hormônios e massa muscular
As principais razões para o ganho de peso nessa fase da vida estão ligadas à queda do estradiol (hormônio feminino) e à perda progressiva de massa magra. Com isso, ocorrem três mudanças fisiológicas importantes:
- Perda de massa muscular: estima-se uma redução entre 3% e 8% da massa magra por década, quando não há estímulo para sua preservação.
- Alterações no metabolismo da glicose: o que favorece a resistência à insulina.
- Aumento da inflamação crônica de baixo grau (inflammaging): que contribui para o acúmulo de gordura abdominal.
Como manter um corpo saudável e funcional depois dos 40?
A resposta está em adotar um estilo de vida focado na preservação muscular e no equilíbrio metabólico. Veja como:
1. Treino de força
A musculação ou qualquer tipo de exercício resistido é essencial para estimular o ganho e a preservação da massa magra. Isso ajuda a minimizar os impactos hormonais do climatério e da menopausa.
2. Alimentação hiperproteica e suplementação inteligente
Com o avanço da idade, o corpo pode precisar de um reforço nutricional estratégico. Alimentação rica em proteínas, aliada à suplementação orientada, pode potencializar resultados. Os suplementos mais utilizados para esse fim incluem:
- Creatina
- Whey protein ou colágeno
- Vitamina D
- Ômega-3
Essas substâncias auxiliam na recuperação muscular, na redução da inflamação e na regulação metabólica.
Este artigo foi escrito por Vania Mattoso que é nutricionista, doutora e mestre em Nutrição pela UFF (Universidade Federal Fluminense), pós graduada em Nutrição Funcional, Nutrição Esportiva, Fitoterapia Funcional e Gastroenterologia Funcional, tendo como principal foco de atuação saúde da mulher e saúde intestinal.

